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Um grande mal que nos cerca atualmente é o horror ao óbvio.  Talvez porque o óbvio sugira simplicidade, algo básico, oposto a moderno.Tendemos a rejeitar explicações óbvias, procurando aquelas mais elaboradas. Sucede que, em se tratando da Lei de Deus, “a regra é clara”!Desde o inicio Deus nos mostrou sua Lei (vontade, mandamento) com clareza e objetividade. Não há cerimonialismo, nem “brechas”. A ordem é direta, de modo que ninguém pode alegar que não entendeu.

Assim foi com:

· Adão – Gn 2.15-17 “Tomou, pois, o SENHOR Deus ao homem e o colocou no jardim do Éden para o cultivar e o guardar. E o SENHOR Deus lhe deu esta ordem: De toda árvore do jardim comerás livremente, mas da árvore do conhecimento do bem e do mal não comerás; porque, no dia em que dela comeres, certamente morrerás”.

· Abraão – Gn 12,1 “Ora, disse o SENHOR a Abrão: Sai da tua terra, da tua parentela e da casa de teu pai e vai para a terra que te mostrarei”;

Outros exemplos são os dez mandamentos e a oração dominical.

Tudo muito objetivo, sem rodeios, de fácil memorização.

Porque então teimamos em nos esquecer de algo tão óbvio?

Mesmo após termos professado a fé em Cristo, passados pelo batismo e estando em plena comunhão na igreja, muitas e muitas vezes nos esquecemos do óbvio quebramos os mandamentos de Deus, seja mentindo, roubando ou cobiçando (só para exemplificar).

Não faz sentido, não é?

Mas esse “privilégio” não é só nosso. Moisés, Davi, Salomão, Pedro e tantos outros personagens bíblicos nos mostram que tropeços ocorrem onde menos esperamos.

Assim é nosso dever cuidar da nossa vida espiritual, velando para que não nos esqueçamos do óbvio.

É preciso, portanto, relembrar as regras básicas. E a Bíblia nos ensina como fazer isso.

Deus tinha dado os dez mandamentos ao seu povo cerca de três meses após a saída do Egito (Êxodo capítulos 19 e 20). Após os quarenta anos no deserto, e logo antes de entrarem na Terra Prometida, Moisés repete os dez mandamentos diante do povo de Israel (Deuteronômio cap. 5). Aliás, Deuteronômio significa justamente a “Repetição da Lei”.

E após a repetição os dez mandamentos, no cap. 6, Moisés exorta ao povo que “preste muita atenção” e cumpra as ordenanças.

Deuteronômio 6. 4-9:

4 Ouve, Israel, o SENHOR, nosso Deus, é o único SENHOR.

5 Amarás, pois, o SENHOR, teu Deus, de todo o teu coração, de toda a tua alma e de toda a tua força.

6 Estas palavras que, hoje, te ordeno estarão no teu coração;

7 tu as inculcarás a teus filhos, e delas falarás assentado em tua casa, e andando pelo caminho, e ao deitar-te, e ao levantar-te.

8 Também as atarás como sinal na tua mão, e te serão por frontal entre os olhos.

9 E as escreverás nos umbrais de tua casa e nas tuas portas.

Este trecho da Lei é chamado de “shemá” pelos judeus.

Eles interpretam literalmente todos os termos. Esta oração é feita diariamente pela manhã e pelo anoitecer, e também é recitada às crianças. Além disso, os judeus cumprem rigorosamente os versículos 8 e 9 usando objetos (como o tefilim ou filactério e a mezuzá ) que contém este e outros pequenos trechos da Lei.

Pode ser que Moisés tenha usado apenas uma figura de linguagem para ressaltar a necessidade de termos a Lei de Deus na nossa mente, na nossa mão e na nossa casa, mas tal “discussão” é irrelevante. O que importa é lembrar do óbvio! Ainda que para isso sejam usados “recursos mutimídia”!

O que lembrar:

Que o SENHOR, nosso Deus, é o único SENHOR, por isso, devemos amá-lo de todo o teu coração, de toda a tua alma e de toda a tua força.

Noutra passagem (Mc 12.30) diz-se também “de todo teu entendimento”.

Então, usando de um recurso mnemônico , você deverá amar a Deus com CAFÉ!  (Coração, Alma, Força, Entendimento).

Como se vê, isso significa totalidade: “com sua emoção, com seu espírito, com seu corpo, com sua razão”.

Obediência integral à vontade de Deus na igreja, em casa, no serviço, na faculdade, no namoro.

Estes mandamentos devem estar no nosso coração (verso 6). Por isso que o salmista escreveu no Salmo 119.11 “Guardo no coração as tuas palavras, para não pecar contra ti”.

E àqueles que têm a responsabilidade de ensinar, ou que têm filhos, mais uma ordem:

Inculcar os mandamentos na cabeça dos ouvintes!

Os dez mandamentos (note que não são dez sugestões…):

1 Não terás outros deuses diante de mim.

2 Não farás para ti imagem de escultura, nem semelhança alguma do que há em cima nos céus, nem embaixo na terra, nem nas águas debaixo da terra. Não as adorarás, nem lhes darás culto; porque eu sou o SENHOR, teu Deus, Deus zeloso, que visito a iniqüidade dos pais nos filhos até à terceira e quarta geração daqueles que me aborrecem e faço misericórdia até mil gerações daqueles que me amam e guardam os meus mandamentos.

3 Não tomarás o nome do SENHOR, teu Deus, em vão, porque o SENHOR não terá por inocente o que tomar o seu nome em vão.

4 Lembra-te do dia de sábado, para o santificar. Seis dias trabalharás e farás toda a tua obra. Mas o sétimo dia é o sábado do SENHOR, teu Deus; não farás nenhum trabalho, nem tu, nem o teu filho, nem a tua filha, nem o teu servo, nem a tua serva, nem o teu animal, nem o forasteiro das tuas portas para dentro; porque, em seis dias, fez o SENHOR os céus e a terra, o mar e tudo o que neles há e, ao sétimo dia, descansou; por isso, o SENHOR abençoou o dia de sábado e o santificou.

5 Honra teu pai e tua mãe, para que se prolonguem os teus dias na terra que o SENHOR, teu Deus, te dá.

6 Não matarás.

7 Não adulterarás.

8 Não furtarás.

9 Não dirás falso testemunho contra o teu próximo.

10 Não cobiçarás a casa do teu próximo. Não cobiçarás a mulher do teu próximo, nem o seu servo, nem a sua serva, nem o seu boi, nem o seu jumento, nem coisa alguma que pertença ao teu próximo.

Ouve, ó Israel!

Presb. Daniel Gomes de Oliveira

Igreja Presbiteriana de Vila Gerti – SCS.

30/09/2007

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