“Ai de vós, escribas e fariseus, hipócritas…”.
Mateus 23

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Texto base: Romanos 2.17-29

“Hipócrita é aquele sujeito que mata o pai e a mãe, mas depois pede clemência alegando ser órfão” Abraham Lincoln Recapitulando:  Paulo apresentou-nos o tema de sua carta (o poder do evangelho para a salvação mediante Jesus Cristo), o que pressupõe, evidentemente, a pecaminosidade humana.Apresentado o tema, Paulo passa a demonstrar que a raça humana está em oposição a Deus, e que não há obra alguma que o homem possa fazer para se livrar desse estado.
O Felipe tratou na aula anterior sobre a pecaminosidade daqueles que vivem distantes de Deus. Estes homens, embora tenham suficiente conhecimento de Deus, não o glorificam.

A conseqüência? o próprio Deus os entregou a paixões infames, bem como a uma disposição mental reprovável, para praticarem coisas inconvenientes.

A seguir, Paulo tratou daqueles  que não se julgam tão maus assim (aquele sujeito que diz “mas eu também condeno estas coisas!”), afirmando que a situação destes não é diferente. Isso porque mesmo os homens mais éticos estabelecem regras e normas que não podem cumprir. Por isso, o homem seria indesculpável diante de Deus (e de si mesmo), mesmo que nunca tivesse lido sequer um verso bíblico.

Agora, Paulo se dirige diretamente aos judeus, que se consideravam “acima de qualquer suspeita”.
Sim: como povo escolhido, descendência de Abraão, cumpridores da lei, os judeus contemporâneos de Paulo julgavam que a ira de Deus estava reservada apenas aos gentios. Paulo passa a demonstrar que a situação não é bem essa que eles supõe.
É como se eles pensassem assim: “ora, Deus nos escolheu como seu povo, logo, nossa aprovação está garantida”. Numa palavra, eles se achavam os “filhos do dono”…rs

A primeira conseqüência desse entendimento que os judeus tinham de si mesmos era desdenhar os que não eram judeus!

Paulo os descreve (com uma precisão irônica) como “guias de cegos”, “luz dos que se encontram em trevas”, “instrutor de ignorantes”. De fato era isso mesmo, mas eles “não deram conta” dessa responsabilidade; eles ensinavam e julgavam os outros, mas não suas condutas não eram compatíveis com seus ensinos.

Tu, que pregas que não se deve furtar, furtas?
Por que Paulo se dirige aos judeus com tamanha rudeza? Certamente, por conta do orgulho demonstrado; eles desprezavam a obra de Cristo.

Estamos aqui falando “judeus” “judeus”, mas podemos substituir essa palavra por cristãos, ou mais especificamente, o nosso próprio nome…
Ou será que nenhum de nós nunca se pegou tendo um pensamento semelhante daquele fariseu que, “posto em pé, orava de si para si mesmo, desta forma: Ó Deus, graças te dou porque não sou como os demais homens, roubadores, injustos e adúlteros, nem ainda como este publicano;  jejuo duas vezes por semana e dou o dízimo de tudo quanto ganho.” (Lucas 18.11-12).
Acusamos os outros, mas não temos cuidado de nós mesmos. O Juízo de Deus pesa sobre nós também.

A principal conseqüência disso (verso 24):
“Pois, como está escrito, o nome de Deus é blasfemado entre os gentios por vossa causa.”

O que está em evidência aqui é o fato de que os judeus, que deveriam ser “guias de cegos” como eles mesmo cuidavam ser, não procediam de acordo com o que ensinavam. Evidentemente, isso era motivo de zombaria pelos gentios, que escarneciam o nome do SENHOR.
Pior do que ensinar e não praticar, é ensinar e fazer o oposto.

Ezequiel 5.5-6:
“O SENHOR Deus disse: —Olhe para a cidade de Jerusalém. Eu a coloquei no centro do mundo e pus os outros países em volta dela.
Mas Jerusalém se revoltou contra os meus mandamentos e acabou se tornando mais perversa do que as outras nações, mais desobediente do que os povos que estão em volta dela. Jerusalém rejeitou os meus mandamentos e não quis guardar as minhas leis.”

Há muitos (maus) exemplos atualmente: deputados,  apresentadores de programas de tv, “apóstolos” etc.

Mas o verdadeiro israelita é aquele:

  1. que obedece à lei no coração, e não somente por atos externos. A lei dos homens (Direito) ocupa-se tão somente em relação ao cumprimento externo da lei, pouco importando qual sua intenção. Se você para no farol mas fica xingando dentro do carro, isso não tem relevância para o Direito. Contudo, a Lei do Senhor não é assim. Ele requer o cumprimento de coração, ou seja, com boa vontade. O aspecto externo é apenas um sinal para os outros, não para Deus, pois Deus sonda os corações .
  2.  que é circuncidado (recebe um sinal) por obra do Espírito de Deus, não por iniciativa própria (cumprimento da lei).
  3. cujo louvor não provém de homens, mas de Deus.

Por fim, vale registrar estas palavras de Paulo em Gálatas 3:7:
“Sabei, pois, que os da fé é que são filhos de Abraão.”

Por hoje, a lição que nos fica é esta:
Pensar que você é melhor do que quem está “no mundão” não resolve seu problema (aquele que se compara com outra pessoa, geralmente é belo aos seus próprios olhos).

Pensar que fazer profissão de fé e ser batizado é o suficiente, que está tudo bem, é uma falsa segurança. Os ritos exteriores devem ser o reflexo de sua vida íntima com Deus.

Lembre-se que os privilégios SEMPRE vêm acompanhados de responsabilidade.

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Alguém pode questionar: “que vantagem Maria leva?”  rs 
Os judeus diriam: sendo assim qual a vantagem de ser judeu?
Esse será o começo da nossa próxima aula.

Escola Bíblica Dominical – 25 de março de 2007

Presb. Daniel Gomes de Oliveira
 

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