Dr. Chuck Baynard
Tradução: Felipe Sabino de Araújo Neto1


O termo ‘Presbiteriana’ refere-se à forma de governo que é usada por uma igreja ou grupo de igrejas. Ela deriva seu significado da palavra grega ‘presbuteros’, que é usada por todo o Novo Testamento em conexão com o governo da igreja, e é geralmente traduzida como ‘presbítero/ancião’. Uma igreja Presbiteriana governa sua congregação por presbíteros docentes (o pastor) e presbíteros regentes (cristãos maduros na congregação com os devidos dons). Juntos eles constituem o ‘Conselho’ e unidos com ‘Conselhos’ de outras igrejas da sua região e denominação formam um ‘Presbitério’. O papel dos presbíteros ou Conselho em cada igreja é promover e proteger a pureza e paz dos seus membros. Seu governo é de natureza eclesiástica (pertencente à igreja) e espiritual. Aqueles ordenados recebem a incumbência de supervisionar diligentemente o rebanho ao seu cuidado, sendo um exemplo bom e humilde, ensinando, exortando e encorajando a congregação com a sã doutrina, orando continuamente por seu povo, visitando os doentes, administrando os sacramentos, disciplinando o desobediente e impenitente, e governando o culto de adoração e as reuniões da igreja de uma maneira que reflita o amor e cuidado de Jesus Cristo, o Bom Pastor.

As igrejas Presbiterianas encontram suas raízes na Escócia durante a Reforma de meados de 1500. John Knox, um discípulo de João Calvino, ajudou a reformar as igrejas na Escócia nessa forma de governo. Muitas outras igrejas por toda a Europa também reformaram o governo da igreja de acordo com o modelo no Novo Testamento, embora somente as igrejas escocesas e algumas igrejas inglesas usaram o nome ‘Presbiteriana’. O governo da igreja Presbiteriana está em contraste com duas outras formas de governo eclesiástico, o hierárquico e o congregacional. A forma hierárquica é vista mais claramente na igreja Católica Romana, onde existem muitos níveis diferentes de ofício, cada nível subordinado a um mais alto, e encabeçado pelo Papa. As igrejas congregacionais, por outro lado, são separadas e autônomas de todas as outras no governo. Os Reformados criam que o único Cabeça da Igreja era o próprio Cristo, que age por meio dos ofícios que Ele claramente instituiu em Sua palavra, e não por meio de um único líder sobre a Terra.
Eles também criam na manutenção de um senso de unidade e propósito com outras igrejas, especialmente em questões de recurso e política denominacional.

Veja Atos 20.17-36; 1 Timóteo 3.1-7, 5.17; Tito 1.5-9: 1 Pedro 5.1-7

Fonte: http://www.cloverepc.org/

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